Respiração

Se você respirar pouco, as coisas que você fará em sua vida serão pela metade. Se a sua respiração é pela metade, a sua resistência será curta. A sua alegria será reduzida. Respiração pela metade, vida pela metade.

Quando você respira pouco, a sua musculatura se contrái e diminui cada vez mais o espaço onde o ar circula. E quanto mais ela se contrai, menos você conseguirá respirar.

Você terá vontade de brincar com seus filhos, mas faltará fôlego. Você até pensa em correr com eles, mas suas pernas não o acompanharão. Suas pernas também estão com a musculatura atrofiada.

Tudo o que você fizer será pela metade. Sua fala será pela metade. Seu amor será pela metade. Sua graciosidade, sua vontade, tudo.

Quando você é criança, e se sente livre, você respira bastante e de forma correta. Mas ao chorar, seus pais dizem: pare de chorar, minha filha. O que a criança faz nesse momento? Ela diminui a respiração, pois somente assim ela consegue parar de chorar. Respirando pouco a criança sente menos a dor que lhe fazia chorar. A criança aprende que assim ela se protege das dores da vida, dos medos, e isso se torna um padrão em sua respiração.

Os pulmões são feitos de uma grande mucosa que tem seus limites em nossa cavidade toráxica. Quanto menos você respira, menor será a sua cavidade toráxica, os ombros se tornam próximos. Você vive respirando pouco, sem conseguir encher os pulmões de ar. E a sua vida se tornou metade.

Depois de muitos anos respirando pouco, você acredita que isso é normal. Você não sabe que não sabe respirar. Não há como respirar corretamente “no peito”. E você só sabe respirar “no peito”. Por isso fica ansioso. O mal do século não é a ansiedade. Esta é apenas uma consequência. Você precisa tratar a causa. A ansiedade é fruto de que você desaprendeu a respirar quando era muito novinha e começou a distorcer a percepção que tinha de você mesma. O inspirar correto você deve se concentrar em sua barriga, é ela quem deverá “crescer”, e não o peito.

E como cotidianamente você reprime a alegria, a felicidade e o prazer, eles aparecem como novidade quando reexperimentamos sensações como crianças. As crianças imitam seus pais. Se você conseguir respirar corretamente, seus filhos também o farão. Ensine seus filhos a se acalmarem através da respiração.

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Você até poderá reaprender a respirar, mas depois de muitos anos vivendo assim, isso só não basta. É preciso modificar a estrutura do seu corpo, estender a sua musculatura, expandir seu peito, ampliar a sua cavidade toráxica. Exercícios de respiração, meditações ativas, natação, bioenergética e técnicas de renascimento poderão te ajudar a corrigir a sua estrutura física e emocional e, aos poucos, resgatar o que seu corpo poderá ser em sua essência.

A técnica do Renascimento e dos exercícios de bioenergética, comprovadamente inibem momentaneamente o que temos de analítico e de seletivo. Em outras palavras, inibem a nossa capacidade de inibir a respiração, proporcionando-nos, no mesmo ato, experiências globais próximas a iluminação, da integração com o universo. Podemos reexperimentar situações do passado em sua inteireza, e não apenas em seus aspectos restritos e negativos. Daí o perdão e a gratidão são possíveis: pela descoberta de quanto havia de bom em momentos tidos como apenas ruins e sofridos.

A realidade é boa e má, fácil e difícil, luminosa e sombria, a vida nos apresenta momentos de sofrimento e outros de felicidade, alegria e prazer. Estar verdadeiramente vivo é experimentar assim, por inteiro – inteira a respiração, inteiro o momento, inteira a pessoa.

Assim, a vida se mostra maravilhosa, poderosa, rica.

Felicidade é viver assim.

Renato Morais é Coach Ontológico, Terapeuta e Consultor Empresarial.



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