A LIÇÃO DO FOGO

Um homem que ajudava regularmente um grupo deixou, sem aviso prévio, de realizar suas atividades. Após algumas semanas, o líder do grupo decidiu visitá-lo. Era uma noite muito fria.

Ele encontrou o homem em sua casa sozinho, sentado diante da lareira, onde ardia um fogo brilhante e acolhedor. Continue Lendo



COACHING ONTOLÓGICO & DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL

O papel do Coaching Ontológico no desenvolvimento profissional é soprar brasas. Quando você quer, você evolui. Se você já fez algum tipo de trabalho comigo, me ouviu dizer:  “Aumente a sua intensidade do seu QUERER”. As pessoas que querem muito, evoluem. Todavia, em função de crenças e bloqueios, precisam de ajuda para acelerar esse processo.

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MINHAS PERNAS PARA FELICIDADE

 

Olá! Este é o meu primeiro artigo, quero te contar como foi minha trajetória para ter pernas para felicidade. Nasci em Bagé, interior do Rio Grande do Sul, vivi o fluxo “normal” da vida e como alguém que viaja em um transatlântico no porão do navio, sem olhar as belezas do mar e da natureza durante a viagem. Pra minha “sorte”, passava minhas férias com a família no campo, o que facilitou muito a minha conexão emocional desde pequeno.

Na adolescência eu era divertido, cheio de energia, estudioso, muito ansioso e, às vezes, chegava a brigar com outros meninos da minha convivência, embora eu nunca tivesse me sentido alguém violento. Eu sentia no meu peito que eu era uma pessoa boa e que desejava o bem dos outros. Isso era meu e de certa forma me trazia esperança, uma “luz no fundo do túnel”. Mas, a ansiedade continuava, e os acessos de fúria, também.

Adulto, formado, trabalhei no mercado corporativo, onde fiquei por dez anos como funcionário e dei a grande virada da minha vida!

O GERENTE MAU

Era 28 de fevereiro de 2004, parecia um sábado de outono como outro qualquer. Acordei cedo, fiz um mate (chimarrão) e comecei a trabalhar no fechamento do mês, pois a empresa visando mais lucros estendeu o fechamento para sábado até o meio dia. Ainda faltava vender alguns milhares de reais para bater a meta. Trabalhei com afinco de sempre até 11h da manhã, quando tocou o telefone. E era o gerente de vendas nacional.

-Disse ele: estou ligando para te repassar mais 200 mil doses de vacina para você vender na sua área.

-Respondi: com borbulhas no estômago: agora, faltando 60 minutos para o fechamento?

-Ele completou: sim. – E acrescentou: ligue para toda sua equipe e venda!

Seria normal se ele não tivesse feito isso todos os dias nos três meses anteriores. Ele estava muito irritado e me ameaçou – de novo – caso eu não conseguisse. Por alguma força do destino, dessa vez eu respondi: ahã…ahã…ahã…até ele desligar o telefone. Meu coração estava apertado, não tinha mais para quem oferecer. Todos os meus clientes já haviam comprado muito nos meses anteriores e naquele mês também já haviam comprado. Sim, eu não errei o texto. Eles já haviam comprado dentro do mês que o autoritário e coercivo chefe queria que eu vendesse de novo. Eu me sentia sufocado, coagido, sem saber para onde ir. Me faltava o ar.

Desliguei o telefone, enchi bem o peito, como num instinto de sobrevivência e disse pra mim mesmo, num grito: Chega!! Fechei meu notebook, e fui correr no Parcão, um belíssimo parque na cidade de Porto Alegre, onde eu morava. Aquele “Chega!!” ecoa até hoje em mim. Eu não queria mais passar por aquilo. Instintivamente, busquei minhas pernas para felicidade.

Por um lado, eu sabia que aquela poderia ser uma atitude irresponsável. Jamais indicaria alguém fazer igual ou eu mesmo nunca havia tomado uma atitude tão drástica assim. Por outro lado, eu estava me sentindo dentro de uma máquina de moer carne sendo triturado, destroçado, e a caminho do parque apareceu um sentimento de que eu estava fazendo algo por mim, pela primeira vez. Embora eu ainda não tivesse certeza.

O DIA EM QUE A VIDA MEU DEU UM SINAL, E EU RENASCI.

Cheguei no parque e comecei a correr. Lá pelos trinta minutos de corrida, num ritmo forte na corrida, tropecei numa raiz, desequilibrei e caí violentamente de ombro contra outra árvore. Um corredor que passava por ali, perguntou se eu estava bem. Eu estava sem ar devido a queda, e fiz sinal com a mão de “peraí”. Ele respondeu: “Vou dar uma volta e já venho aqui”. Nunca mais voltou. Fui me arrastando até o carro e liguei para meu compadre Émerson, que veio me socorrer. Daí fui pro hospital…blábláblá…estiramento de tendões, 60 dias de muleta. Lesão grave. Em minhas palavras, sem pernas para felicidade.

Hoje eu sei que aquele momento era o fio do novelo da minha liberdade.

Naquele final de semana eu senti duas dores: uma no tornozelo e outra no coração por ter que voltar a trabalhar na segunda-feira. Eu sentia que não estava fazendo o que era melhor para minha vida. Estava literalmente engessado.

Em três meses eu fui demitido por não estar mais dentro das “normas” da empresa. Como sempre digo, a mudança começa de dentro para fora. Já estava fora da empresa emocionalmente, comecei a falar verdades que não são aceitas no mercado corporativo. Cansei do abuso emocional e as verdades começaram a sair pelos meus póros. Hoje eu brinco que eles fizeram uma parceria comigo. Entraram com o pé e eu com a bunda. Para estranhamento meu, ao ser demitido tive um sentimento de alívio muito grande. Por isso considero meu segundo nascimento o dia em que tropecei naquela raíz, Uma segunda chance que a vida me deu. Nasci de novo! Ou, renasci, bem como é o significado do meu nome, (Re)nato, o Renascido. E desta vez eu queria a minha felicidade de volta!

Recém (re)nascido, comecei minha trajetória de autoconhecimento até mergulhar profundamente nas minhas sombras e na minha luz. Depois de algum tempo, encontrei a gratidão por minha história, a minha liberdade emocional e financeira. Havia assumido as rédeas da minha vida. Aos poucos eu irei contar um pouco mais, o que posso adiantar já é que foi libertador e hoje eu sou um cara que descobri meu valor, tenho meus pés no chão e sou feliz por ter vivido tudo isso, muito feliz. Hoje ainda mais feliz por estar contando minha história aqui no meu blog e estar contribuindo com milhares de pessoas que passam por isso todo dia.

Bem vindo ao meu blog, bem-vindo belíssimo mundo do autoconhecimento! Desejo, desde já, que você tenha “Pernas para Felicidade”, pois…

Felicidade é uma questão de escolha.



EU VIVI? EU AMEI? …

Eu vivi? Eu amei? Eu decidi? Olhando para trás, vi que minha decisão passou por ser eu mesmo. Mantive valores de honestidade e trabalho que aprendi com meus pais, tratando as pessoas com respeito e verdade.

Uma queda durante uma corrida por ter tropeçado na raíz de uma árvore e a perda precoce da minha amada mãe, me fizeram pensar nas coisas que realmente importam na vida.

Eu vivi? Eu amei? Eu decidi? Continue Lendo