Respiração

Se você respirar pouco, as coisas que você fará em sua vida serão pela metade. Se a sua respiração é pela metade, a sua resistência será curta. A sua alegria será reduzida. Respiração pela metade, vida pela metade.

Quando você respira pouco, a sua musculatura se contrái e diminui cada vez mais o espaço onde o ar circula. E quanto mais ela se contrai, menos você conseguirá respirar.

Você terá vontade de brincar com seus filhos, mas faltará fôlego. Você até pensa em correr com eles, mas suas pernas não o acompanharão. Suas pernas também estão com a musculatura atrofiada.

Tudo o que você fizer será pela metade. Sua fala será pela metade. Seu amor será pela metade. Sua graciosidade, sua vontade, tudo.

Quando você é criança, e se sente livre, você respira bastante e de forma correta. Mas ao chorar, seus pais dizem: pare de chorar, minha filha. O que a criança faz nesse momento? Ela diminui a respiração, pois somente assim ela consegue parar de chorar. Respirando pouco a criança sente menos a dor que lhe fazia chorar. A criança aprende que assim ela se protege das dores da vida, dos medos, e isso se torna um padrão em sua respiração.

Os pulmões são feitos de uma grande mucosa que tem seus limites em nossa cavidade toráxica. Quanto menos você respira, menor será a sua cavidade toráxica, os ombros se tornam próximos. Você vive respirando pouco, sem conseguir encher os pulmões de ar. E a sua vida se tornou metade.

Depois de muitos anos respirando pouco, você acredita que isso é normal. Você não sabe que não sabe respirar. Não há como respirar corretamente “no peito”. E você só sabe respirar “no peito”. Por isso fica ansioso. O mal do século não é a ansiedade. Esta é apenas uma consequência. Você precisa tratar a causa. A ansiedade é fruto de que você desaprendeu a respirar quando era muito novinha e começou a distorcer a percepção que tinha de você mesma. O inspirar correto você deve se concentrar em sua barriga, é ela quem deverá “crescer”, e não o peito.

E como cotidianamente você reprime a alegria, a felicidade e o prazer, eles aparecem como novidade quando reexperimentamos sensações como crianças. As crianças imitam seus pais. Se você conseguir respirar corretamente, seus filhos também o farão. Ensine seus filhos a se acalmarem através da respiração.

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Você até poderá reaprender a respirar, mas depois de muitos anos vivendo assim, isso só não basta. É preciso modificar a estrutura do seu corpo, estender a sua musculatura, expandir seu peito, ampliar a sua cavidade toráxica. Exercícios de respiração, meditações ativas, natação, bioenergética e técnicas de renascimento poderão te ajudar a corrigir a sua estrutura física e emocional e, aos poucos, resgatar o que seu corpo poderá ser em sua essência.

A técnica do Renascimento e dos exercícios de bioenergética, comprovadamente inibem momentaneamente o que temos de analítico e de seletivo. Em outras palavras, inibem a nossa capacidade de inibir a respiração, proporcionando-nos, no mesmo ato, experiências globais próximas a iluminação, da integração com o universo. Podemos reexperimentar situações do passado em sua inteireza, e não apenas em seus aspectos restritos e negativos. Daí o perdão e a gratidão são possíveis: pela descoberta de quanto havia de bom em momentos tidos como apenas ruins e sofridos.

A realidade é boa e má, fácil e difícil, luminosa e sombria, a vida nos apresenta momentos de sofrimento e outros de felicidade, alegria e prazer. Estar verdadeiramente vivo é experimentar assim, por inteiro – inteira a respiração, inteiro o momento, inteira a pessoa.

Assim, a vida se mostra maravilhosa, poderosa, rica.

Felicidade é viver assim.

Renato Morais é Coach Ontológico, Terapeuta e Consultor Empresarial.



Freud estava errado?

Você já parou para observar que vivemos um grande drama em nossa sociedade? Um drama pouco conhecido por muitos que o vivem.

Há um medo, uma violência social e um descaso instalado profundamente. A grande comunidade em que vivemos, com exceções, está vazia. O vazio predominou ao preenchimento e está mais próximo de nós do que podemos imaginar.

Os jovens estão indefiníveis em seu espírito, esgaçados em sua mente e apertados em seu coração. Os adultos, também. Sofrem silenciosa e individualmente e travam uma guerra com seus relacionamentos. Não são todos, mas a maioria esmagadora. E se você convive com algum deles, em alguma intensidade nesse contexto você está inserido.

Nós precisamos despertar para um novo jeito de viver. Iniciar uma jornada em busca de ser o que nascemos para ser. Uma luz nova precisa ser encontrada. Uma forma nova que nos traga possibilidades e inspiração. Enquanto não despertamos, estamos sendo infiéis a nós mesmos à medida em que não rompemos e mantemos compromissos destrutivos.

A imutabilidade é violenta quando propõe que continuemos fazendo o que fizemos no passado. A tradição e a cultura trazem consigo a honra a nossos ancestrais, cultuam a qualidade e o que deu certo. Por outro lado, anulam nossa alma evolutiva e os nossos desejos mais profundos. Seremos mais saudáveis ao aprender a romper com partezinhas de nossa cultura e tradição pelas demandas do futuro e não só pelas demandas do passado.

Mira y Lopes, Médico Psiquiátra e Psicólogo, Sociólogo, Professor de Psicologia e Psiquiatria na Faculdade de Medicina de Barcelona, após prestar relevantes trabalhos a consolidação da psicologia no Brasil, disse em seu leito de morte, no Rio de Janeiro: Freud está errado. Não é o sexo quem governa o Ser Humano. Quem governa o Ser Humano, e quem modela o seu comportamento, é o Grande Gigante da Alma, o MEDO.

Partindo desse ponto, poderíamos trazer como hipótese que não é o pênis que modela o homem. É o medo de não sustentá-lo rígido. Não é o desejo sexual que norteia as ações do homem e da mulher, é o medo de ficar sozinho. Não é o sexo que destrói ou constrói uma vida, é o medo de viver. Ou Freud estava certo e não é nada disso?

Esse medo, que se enraíza em nossos corações nos protege como uma gaiola protege seu passarinho, permanecemos com uma falsa sensação de proteção sem conseguir sair da gaiola para viver o mundo lá fora. Mesmo com a portinha aberta, achamos que é uma cilada, e que no desconhecido há sempre uma armadilha a ameaçar a nossa ilusão de segurança e certeza. O medo em alta intensidade nos deixa preso e apertado, literalmente sem ar.

O medo é a mais atávica, natural, hereditária de nossas emoções.

O medo é o Grande Gigante da Alma. Mira y Lopes

Somos educados para o medo, para não ousar, no entanto os grandes saltos que demos, no tempo e no espaço, na ciência e na arte, na vida e no amor, foram transgressões. Somente a coragem pode trazer o novo e a paisagem vasta que existe do lado de lá do muro que erguemos dentro e fora de nós mesmos.

E se CRISTO não tivesse ousado saber-se o Messias Prometido? E se Galileu Galilei tivesse se acovardado diante das evidências que hoje aceitamos naturalmente? E se Freud tivesse optado por não adentrar nas profundezas do inconsciente? E se Picasso não tivesse ousado a distorcer as formas e olhar como quem tivesse mil olhos?

Vivemos hoje uma inibição psicológica, quase um palperismo na personalidade da mocidade que se coloca desconectada de sua essência, adormecida e por isso se sente sem poder individual e precisa consumir, consumir, consumir, para se sentir com valor e aceito no meio em que vive. As novas gerações perderam a capacidade de existir, a autoconfiança, o entusiasmo, buscam isso fora de si e viraram escravos do conhecimento externo.

Estamos dormindo, precisamos despertar e nos reencontrar, resgatar a essência e liberar nosso espírito. Vamos conseguir isso mergulhando em nosso modo operante de ser. É urgente romper esse padrão que se originou e cresceu por gerações. Com isso vamos aumentar nossa capacidade de amar, de sermos honestos com o que sentimos e desejamos, de fazermos a vida valer a pena para nós mesmos e para quem convive conosco.

Acredite que tem a resposta certa ou já sabe o caminho e não conhecerá a sua verdade. O caminho verdadeiro está dentro, em nossas conexões neurais que nos fazem sentir. É preciso, de alguma forma, agir com esse nível de profundidade.

Pare. Medite. Observe. A humanidade está covarde e nem sabe. Romper a barreira do medo é romper com fantasias inexistentes, com verdades para tudo, com a ficção do espírito, com os julgamentos, com a tabulação da alma, com o que não existe.

Rompendo com medos invisíveis, nós estaremos nos fortalecendo interiormente, aumentando a nossa capacidade de Ser, nosso influxo no meio social. Expandindo nossas realizações e nosso espírito.

Rompendo com medos invisíveis, estaremos saindo de limites muito estreitos, purificando a alma. É uma forma de rebustecimento interior. Numa expressão Sartriana, estaremos deixando de viver em um mundo hostil.

Rompendo com medos invisíveis, não precisaremos mais aprender feedbacks nas empresas, nem usar do silêncio e da cegueira nos ambientes familiares, e assim o diálogo será possível. Talvez assim surja uma aproximação das pessoas e um mundo mais real e amoroso.

Será o sexo ou o medo o grande gigante da alma? Dentro de um pensamento ontológico, poderemos trazer muitas variáveis e certamente identificaremos verdades tanto em Freud quanto em Mira y Lopes. Talvez visitando os dois saberes possamos encontrar a nossa verdade, neste momento. E que pode não ser a verdade um segundo depois. Sendo assim, hoje, em algum ponto, o que você acha…Freud ou Mira y Lopes estava certo? Penso que não é produtivo pensarmos em quem está certo e errado.

O necessário é parar de falar e começar a agir, partir para a Jornada que importa, vencer os medos, sair da “gaiola”, acordar, sair do sono, do estado dormente, do estado de torpor ou de inércia; readquirir força e atividade; Despertar. Renascer. A vida cobra um preço muito alto para quem não acorda.

Eu não sei, mas você saberá sentir o momento certo de iniciar a sua Jornada! Hoje, ao deitar a cabeça no travesseiro para descansar, talvez você sinta seu coração. Escute ele. E sempre é tempo.

Renato Morais é Coach Ontológico, terapeuta e consultor empresarial.



Espontaneidade

Sabe aquelas pessoas que tem a voz baixinha, delicadas, meigas? Você acha que elas são espontâneas? Não as julgue. Somente se permita perceber. Pois podemos estar falando de você, ou de mim mesmo, em algumas ocasiões. Espontaneidade é a nossa busca neste texto.

Eu não sei, mas imagino que você nunca viu um cão latir meigo ou delicado. Um cão quando late, ele late com todo seu ser. Ou um gato miar constrangido, ou até mesmo um cavalo relinchar trêmulo? Os animais soltam a sua voz naturalmente com todo seu corpo. Quem já viu um cavalo relinchando sabe que ele chega a vibrar. Assim como o cão late, o gato mia e o cavalo relincha, nós humanos gritamos. Bom, pelo menos era assim. Agora parece que não é mais permitido gritar porque “faz barulho” e não é “comportado”.

Eu sempre gostei, desde criança, de gritar ao final de um espirro. E algumas vezes fui reprimido por quem estava ao meu lado. Diziam: “que louco”, “que espalhafatoso”. Sem falar nos olhares silenciosos e julgadores. Hoje eu penso, como pode uma criança ser louca ou espalhafatosa?

Lembro de quando morava em Porto Alegre, eu espirrava e logo após ouvia dos meus bem-humorados vizinhos pelo posto de luz: “saúúdeee”. Meus “gritos” após os espirros ficaram tão conhecidos que certa vez um vizinho perguntou se eu estava bem. Eu prontamente respondi: sim, estou ótimo. E ele disse: “ah, que bom. É que não tenho mais escutado você espirrar”. Meu espirro estava associado à minha felicidade. Eu achei o máximo! Tinha ocupado meu terreno e ali já era algo natural espirrar com um leve grito ao final. Eu estava sendo espontâneo, só isso.

O grito é apenas um dos sinais. Pessoas que tem a voz “meiga” ou “baixinha”, geralmente não conseguem se posicionar na vida ou tornam-se agressivas.

Em trabalhos de grupo, como parte de um processo estruturado, usamos os sons e o grito para expressar emoções que não podem facilmente ser expressas por palavras. Qualquer pessoa aberta para expressar suas emoções vibrará com o som.

Sons e gritos podem liberar emoções reprimidas desde a infância, o que em anos de terapia tradicional, muitas vezes (mas pensa em muitas. Muuuuitas!) não acontece. E a facilidade de liberação pode efetuar mudanças positivas e significativas na personalidade.

Em minha experiência com grupos e atendimentos individuais vi clientes que haviam perdido o contato com suas emoções mais profundas. E  para não entrar em suas emoções, utilizavam um jogo de palavras durante as sessões. O mesmo jogo que utilizavam na vida. Vamos entender como acontece.

O psiquiatra americano Dr Daniel Casariel, relata que a psicanálise não tem sucesso com pessoas com distúrbios de caráter porque a transferência (processo de que depende uma análise eficaz) não se realiza. Ele relata que pessoas de caráter mórbido (pessoas prejudicadas em sua infância e adolescência por privação), são pessoas que não tiveram suas necessidades emocionais preenchidas na infância, resultando em uma separação de suas emoções mais profundas. Elas encapsulam o medo, a dor e a raiva dentro de si. Crescem com grande dor emocional dentro de si.

Para aliviar suas dores a pessoa pode beber, se drogar, ou ser sexualmente promíscua. Podem também ser pessoas bem sucedidas nos negócios, maníacos por limpeza, glutões, motoristas descuidados, ou ainda, pessoas infelizes no casamento. O fator determinante é a anestesia das emoções básicas e a encapsulação dos sentimentos numa concha defensiva, de penetração extremamente difícil para a psicoterapia tradicional.

Segundo Dr. Daniel Casariel, os neuróticos são pessoas que se questionam, por exemplo: por que eu sinto tanto medo ou raiva? E por isso sentem-se inclinados a procurarem ajuda. Eles sentem dificuldades em expressar suas emoções, mas, apesar disso, experimentam.

Caso você esteja assustado e pensando se é neurótico ou caráter mórbido, vou te tranquilizar. Grande parte das pessoas tem uma combinação entre os dois. Eu particularmente acredito que a nossa sociedade é predominantemente de caráter mórbido. Estamos cada vez mais desconectados de nossas emoções. E pagamos um preço alto por isso. Basta vermos a quantidade de remédios para dormir, enxaqueca e ansiedades que estão sendo utilizados atualmente. Ou mortes advindas de doenças que aparecem “do nada”.

Quer um dado mais assustador? Somente 5% da nossa execução é consciente. O restante é insconsciente. Viramos robôs! Nossa espontaneidade foi perdida.

Trabalhando com grupos, Dr. Casariel percebeu que outras técnicas eram capazes de atravessar defesas de pessoas de caráter mórbido e neuróticas, e colocar essas pessoas em contato com seus sentimentos. Mesmo que isso não implique em saúde instantânea, restam problemas que podem ser solucionados. Esses indivíduos podiam fazer conexões com outras pessoas com bases totalmente novas.

Assim como Dr. Casariel percebeu isso através de seu processo estruturado na Terapia do Grito, Alexander Lowen evoluiu na Bioenergética, Osho com as Meditações Ativas, Leonard Orr e Gaiarsa também com a técnica do Renascimento. Entre muitas outras linhas terapêuticas, essas eu vivenciei profundamente e pude comprovar os benefícios e a segurança. Obviamente, quando aplicadas por profissionais sérios e que tenham vivenciado profundamente as técnicas antes de aplicá-las.

Nossas emoções desconhecem as diferenças de idade, distinções sociais, diferenciações de “inteligência”. Porém, nossos sentimentos básicos de medo, raiva, dor, amor e prazer são de modo singular semelhantes aos de outros seres humanos. Aquilo que cada um de nós aprendeu a fazer com estes sentimentos é que causa os problemas de alienação e angústia, que prevalecem tão amplamente em nossa sociedade.

É comum pessoas me procurarem angustiadas e não saberem o porquê. A primeira coisa que eu faço após uma entrevista detalhada, é abrir um sorriso e dizer: vai ficar tudo bem. Vamos começar. Após alguns breves e sutis exercícios corporais, coligados ao coaching ontológico, a pessoa começa a sentir seu corpo, a aprender a respirar corretamente e enxergar novas possibilidades. A angústia dá lugar a uma ansiedade positiva e transformadora.

Há, no entanto, uma grande diferença entre ser dotado de emoção e na verdade sentí-la e expressá-la. É necessário um período surpreendentemente curto, mesmo para as pessoas imperturbáveis e “não emotivas”, serem “tocadas” ou “reprogramadas”, de forma a estarem em contato com as suas emoções e com as emoções dos outros.

Em nossos trabalhos de grupo, o enfoque está na interação dos seres humanos como pares emocionais. Através de exercícios com carga emocional, tenho visto pessoas tímidas, introvertidas, brandas, se tornarem – por algum tempo – verdadeiros tigres! Quando a pessoas consegue manifestar uma vez, é mais capaz de fazê-lo de novo.

A partir do momento em que a pessoa consegue expressar seus sentimentos em um ambiente seguro, ela encontra seu amor próprio e forças dentro de si para ser espontânea, alegre, honesta com suas emoções em suas relações, quer sejam de trabalho ou na vida pessoal.

A posição essencial de adultos que permaneceram, emocionalmente na fase infantil ou adolescente é a de respeitar os pais e figuras de autoridade, ou culpá-los, em vez de assumir a responsabilidade pessoal pelo que acontece. Perderam a espontaneidade pelo caminho.

Isso se manifesta em pessoas que perderam a espontaneidade. São sócios que tem dificuldades em trabalhar juntos, casais que não conseguem dialogar e desenvolvem relacionamentos doentios e desiguais entre si e com os filhos. São pessoas com dificuldades em estabelecer limites em suas relações e vivem omissas, sentido-se inferiores. Ou o contrário, sentem-se superiores e desenvolvem suas relações baseadas no controle.

Tenho comprovado dia após dia que o coaching ontológico https://goo.gl/StpZti individual junto com o processo de corpo com o grupo é enormemente eficiente e eficaz, porque é capaz de colocar as pessoas em contato com emoções reprimidas há longo tempo, e fundamentalmente importantes, que afetam sua maneira de pensar e agir.

Enquanto o coaching ontológico possibilita que a pessoa se torne um observador diferente de si mesma, o processo de grupo planejado estabelece confiança e possibilita desenvolver vínculos entre os participantes. É um trabalho humanizado. Seu objetivo é conquistar a honestidade emocional, capacidade de expressar os próprios sentimentos e vibrar com as emoções de outra pessoa.

Na Jornada de Autoconhecimento https://goo.gl/A3LhjT ou no Pernas para Felicidade https://goo.gl/ntNvKs, buscamos a espontaneidade. E vamos além da fachada social, além das respostas prontas e rápidas que usamos como camuflagem, além do sintoma, do padrão do comportamento individual. Vamos aos sentimentos fundamentais que são a base da personalidade. E quando a fachada é desvendada, os sentimentos que partilhamos são surpreendentemente semelhantes.

O que emerge é a essência vital e vulnerável do ser humano: sua necessidade básica de sobrevivência, de confiar e estar ligado a outros, a necessidade de amar e ser amado sem a camuflagem vazia de uma civilização doente. E assim, podemos retomar a nossa espontaneidade.

“Aquele que não faz uso de todo o potencial de sua vida, de alguma maneira diminui o potencial de todos os demais. Clarisse Niskier, na peça Alma Imoral.

Renato Morais | Coach Ontológico, terapeuta e consultor empresarial



Seja um buscador

SEJA UM BUSCADOR

Seja um buscador.

Pare e reflita um pouco. A empresa que você trabalha é o caminho que você deseja ou há, em sua visão, grandes objetivos no futuro a serem alcançados por você? Cuidado.

O caminho de sua carreira e da vida deve ser alcançado por causa dele mesmo e não como algo idealizado em sua mente. Seja um buscador.

Busque a sua jornada, o seu caminho. O caminho não é conhecido. Ninguém pode te ensinar o caminho: ele não pode te ser dado. O caminho não pode ser mostrado, não pode ser transmitido. Você precisa viver passo a passo. Um professor não pode passar os ensinamentos aos seus alunos.

Um pai empreendedor não passa o caminho para seus filhos que começaram a empreender. Eles precisam praticar e descobrir por eles mesmos.

Quando você se identifica com alguém, você se transforma nessa pessoa. E se abandona. É como ter o nariz pressionado em uma tela de televisão. Você perde o foco.

Muito se fala em buscar a meta, focar na meta, atingir a meta. Ou que depois da meta o caminho já está determinado. Cuidado. Há tantos caminhos…e todos levam à mesma meta. A questão é encontrar a meta certa, ela é que precisa ser alcançada, não o caminho. Existem muitos caminhos. O caminho cada um terá o seu. E por si só já está à mão.

Porém nem mesmo isso que eu digo é verdade, pois meta e caminho não são duas coisas distintas. A meta é o caminho e o caminho é a meta. O início é também o final e o último passo é também o primeiro passo. À medida que você dá o primeiro passo, você começa a sentir se está na direção certa, e então, ele transforma-se na meta.

O mais importante é não pensar sobre a meta primeiro. O pensamento inicial dever ser não pensar. E sim sentir o caminho. Descubra o seu caminho sentindo seu coração: Seja um buscador.

Porém, estamos tão condicionados que pensamos ter recebido um caminho de nascença. Ou que meta é colocar um número na frente e ir alcançar. Uma pessoa é cristã, outra, evangélica, outra, hindu. Elas acreditam que o caminho de suas vidas lhe foi dado pela sociedade, pela herança cultural, pelos ancestrais, pela educação. Não é verdade. O caminho não pode ser dado por ninguém.

Você pode comer um doce e amar. Isso não garante que seu filho goste do mesmo doce. Ele terá que trilhar o seu próprio caminho, provar o doce, e então sentir se deseja seguir. E se ele provar o doce porque você disse que o doce é bom, talvez ele nunca venha a provar outros doces porque seguiu um caminho que era seu. Ninguém pode lhe dar o caminho, você precisará vivê-lo e através da vivência você será transformado.

Um caminho emprestado é um caminho perigoso, nocivo. Pessoas que optam pelo caminho fácil de “modelar” outras pessoas de sucesso, distanciam-se de sua essência. Através do caminho emprestado você poderá alcançar resultados financeiros, mas eles não o levarão a lugar algum. Poderá acreditar nele, pensar que gosta, e até adiar a sua jornada na vida por conta dele. Mas quando inicia todo dia, sente que falta algo em algum lugar, lá no fundo.

Você precisa buscar o seu próprio caminho. Seja um buscador.

Eu não estou dizendo que é fácil, é difícil. Você poderá errar muito, mas nada se obtém sem erros. Você precisa ser muito corajoso para se permitir errar. Você poderá trilhar caminhos errados, mas até mesmo os caminhos errados são melhores que permanecer parado, pois você aprenderá o caminho errado e não passará mais ali. Desse modo, você descobrirá o caminho certo para você, e você é único. Ninguém pode lhe dar o caminho.

Dessa forma, não tenha medo de errar e de percorrer caminhos errados. Aqueles que deixam de percorrer caminhos por medo de errar ficam paralisados, jamais se movem e vem a vida passar. Sem se dar conta, abrem mão do sucesso por medo do fracasso.

Seja corajoso, busque o seu caminho. Jamais imite o caminho de alguém. A imitação poderá lhe dar “sucesso”, mas não levará à liberdade. Não se trata de seguir um caminho ou outro; trata-se de buscar. Seja um buscador e não um seguidor.

Um buscador evolui. Um seguidor repete e paralisa. Conheça a diferença. Um seguidor é um imitador. Um buscador também segue, mas segue a fim de buscar, de descobrir, e de se descobrir. Ele permanece acordado, atento, consciente e em evolução.

Um seguidor torna-se cego, dependente, o que acontece em muitas comunidades, centros de “treinamentos”, e outras formas de vida coletiva onde existe uma valorização inicial de sua individualidade que, aos poucos vai dando lugar ao peso do coletivo e à desvalorização do indivíduo. O coletivo predomina sobre o indivíduo. Há um sistema de “liberdade” aparente, mas que você precisa trabalhar para eles, criar para eles, seguir seus rituais, e geralmente quando alguém deseja sair de lá é descartado como lixo. Uma autocracia disfarçada que anula o seu espírito. Um seguidor cedo torna-se dependente – espiritualmente, um escravo. Joga a responsabilidade nos ombros de seu líder ou outro e ali fica pendurado. Um buscador é responsável por si mesmo. Está consciente e é autorresponsável, descobre algo novo a cada dia, experimentando algo novo a cada dia.

Ele é destemido, vulnerável, aberto às novas possibilidades, à luz, pronto a se mover em direção àquilo que lhe move, à sua visão. Se sente que o caminho que se move está errado, não dirá: “ah, mas eu me formei, investi, tenho essa profissão há anos, agora não posso mudar.” Ele mudará. Deixará tudo o que investiu e começará do zero a aprender de novo.

Um buscador é leve, flexível, tem o olhar empático e acolhedor, está sempre pronto a tentar mudar.

Um seguidor é teimoso, reativo, resistente, inflexível, um sugador disfarçado de inteligente.

Um executivo me procurou, recebe altos salários frutos de muito investimento em sua carreira, está angustiado, com sobrepeso, ausente em casa e da família, deu-se conta que os anos passaram e que não participou da infância dos filhos e está estressado. Decidiu mudar depois de muitos anos. Legítimo caso de um seguidor que precisou pagar um preço muito alto e que agora decidiu encontrar o seu próprio caminho. Abandonou tudo o que percebeu que não lhe serve mais. Tornou-se um buscador. No caso dele deu tempo de acordar com saúde, que bom! Muitos, vivem dormindo até o final.

Seja um buscador, não um seguidor.

Renato Morais é Coach Ontológico e Terapeuta.

 



VOCÊ É ÚNICO E AMADO

Sabe quando nos comparamos com os outros? Desde a infância, escola até hoje…Fecha os olhos agora…respira…e tenta lembrar da sensação que teve. VOCÊ É ÚNICO E AMADO. Por que se compara?

A comparação gera inferioridade e superioridade.Os filhos precisam se sentirem amados independentemente das notas no colégio. Deus te fez assim, ÚNICOS E AMADO. Olha como Deus foi bondoso!

Fomos domesticados a nos comparar e isso gera em nós ciúmes, raiva, medo, intrigas, desavenças, sentimentos negativos que nos afastam dos outros. A comparação é tão corrosiva…gera marcas profundas que se esparramam pela vida afora.

Sempre existirá alguém mais bonito, inteligente, talentoso…e outros menos…o caminho para se descobrir não é a comparação, mas um olhar para dentro e descobrir se você está realizando o seu próprio potencial da melhor maneira que é capaz.

Quem foi que disse que a maçã é mais valiosa que a laranja? Você imaginaria que a maçã gostaria de ser amarela e suculenta como a laranja? Ou a laranja sente inveja da maçã que mora na macieira? Cada uma brilha em seu lugar no mundo.

Quando li uma frase lá no Instituto Tadashi: “Você é único porque é você”, pensei: é isso! Simples e direto. Único.

Eu me comparei com muitas pessoas por longos anos da minha vida, no colégio, na família, no trabalho. E, sem saber, me colocava em posição inferior. O segundo lugar era meu. Nem pensava no primeiro. O brilho, era dos outros. Somente depois de muitos anos, ao encontrar as pessoas certas, consegui ver a realidade e quebrar essa comparação que antes era silenciosa e inconsciente. Nesse momento, me libertei da inferioridade. Descobri que não era nem melhor nem pior que os outros e minha vida fluiu…pude me apropriar do meu próprio potencial. Foi um divisor de águas.

Conheço pessoas que vivem presas na superioridade, gastam sua melhor energia querendo ser melhor que alguém. Quanto disperdício de tempo, de energia, de amorosidade… E muitas vezes, nem sabem disso.

Hoje, sempre que estou diante de uma pessoa – qualquer pessoa, procuro lembrar-me desta frase:

“Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana”. C. Jung

Somos únicos.Somos amados. Pra que buscar uma prova melhor do que termos ganhado a vida de presente? É um exercício, dia após dia, um dia de cada vez…Olhe à sua volta e perceba que tudo é necessário. Ninguém está acima, ninguém está abaixo. Há uma unidade na natureza.

Quero te convidar a fazer uma rápida vivência agora: Fechar os olhos e, respirando profundamente, dizer para você mesmo, como um mantra: EU SOU ÚNICO. EU SOU AMADO. DO JEITO QUE EU SOU, PORQUE SOU EU. Ainda com os olhos fechados, respire profundamente, sinta a sensação de ter recebido o dom da vida e de ser único e integre isso em todas as suas células. Abrir os olhos…viver e ser feliz!

Você é incomparavelmente ÚNICO e AMADO! Viva. Ame. Decida Ser Você.